Stevie Wonder, senhoras e senhores

Na semana passada, em companhia do meu irmão Rodrigo Brandão, assisti a um documentário supimpa sobre Stevie Wonder – algo que recomendo com vigor aos senhores. Trata-se do registro dos preparativos para a turnê de divulgação do disco Hotter Than July, de 1980. Um dos grandes sucessos comerciais de Wonder, o álbum, em especial a canção “Happy birthday”, serviu também de veículo para uma campanha bastante oportuna: transformar a data de aniversário do líder negro Martin Luther King, Jr. (nascido no dia 15 de janeiro de 1929) em feriado nacional nos EUA. A mobilização deu tão certo que o então presidente Ronald Reagan foi praticamente obrigado a assinar os papéis em 1983. Há rápidas aparições do reverendo Jesse Jackson e o cantor e compositor Gil Scott-Heron, ambos envolvidos no movimento pelo dia de Martin Luther King, Jr. Outro ponto alto do documentário são as declarações de Wonder acerca do assassinato de John Lennon, ocorrido durante as filmagens em 8 de dezembro de 1980. E olhem que eu nem falei dos números musicais ao vivo que surgem na tela, das brincadeiras de camarim ou das cenas que flagram o músico compondo maravilhas. Senhoras e senhores, cliquem e pirem.

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