No sábado à noite, eu conversava com o querido Xico Sá antes do início da homenagem ao vigoroso poeta Roberto Piva no b_arco, em São Paulo. De repente, uma amiga do Xico, atriz lindíssima, metida em roupas luminosas e com olhos, desculpe o velho Machado, de ressaca, surgiu e cumprimentou o escriba. O parceiro de prosa me apresentou à moça e ela se pôs a ronronar algo sobre poesia e fome, que sentia. Nos deixou completamente embasbacados com o conteúdo e a forma e foi em direção à lanchonete do espaço cultural. “Quando penso que já me acostumei com as mulheres, acontece uma cena dessas”, me disse o Xico. “Até parece que não temos mães”. Caímos na gargalhada. Os dois pobres diabos, marujos enfeitiçados, diante da beleza.
Samplers literários, produções próprias, citações de terceiros e quartos, autopromoção desavergonhada, convites irrecusáveis, beijos roubados, blablablás, terrorismo esporte fino e outros delírios num blog de Rodrigo Carneiro, seu criado
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