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Mickey Junkies, 25 anos

A memória, como ensinou Waly Salomão, é uma ilha de edição. Assim sendo, vamos lá: há exatos 25 anos os Mickey Junkies apresentavam-se pela primeira vez na extinta Dynamo. É o início oficial da banda. A estreia na capital paulista, após dois shows em festivais escolares na região de Osasco, na Grande São Paulo. Da apresentação propriamente dita, confesso, eu não lembro de nada. Só do pânico. O intenso temor em fracassar diante dos que circulavam comigo pelos chamados inferninhos alternativos da cidade. E, claro, da possível desaprovação dos headbangers habitués da casa. Sei que era aniversário do Jimi Hendrix. O que, num delírio de nerd roqueiro, aplacava um pouco o desejo de fugir e cancelar o compromisso. Minha oração de pavão tímido: “Ó, santo Jimi Hendrix, rogai por nós, pecadores.” Era aniversário da Esther também, leio agora no flyer – ainda falava-se filipeta. Bela Esther, parceira de aventuras da querida acadêmica Inti Queiroz, nossa baixista (maestro André Satoshi, às voltas...
Diante do indizível, apenas agradeço. Sesc Pompeia (SP), 19 de novembro de 2016. Foto: Andre Marothy

Nesta sexta, 18

Primeiro single

"O diabo é respirar errado", disse Caymmi

Uma frase dita pelo imenso Dorival Caymmi é a inspiração para a faixa título do novo álbum dos Mickey Junkies. Explico acima. Ah, o single “Since you’ve been gone” estará disponível no YouTube na próxima sexta-feira, dia 11 de novembro, às 16h20. Podes crer, amizade.

No sábado, 19

Pais, filhos e discos

Com a generosidade que lhe é peculiar, Sandro Garcia me envia pelo correio “Nunca mais”, o quarto disco de seu Continental Combo. Mais uma das provas inequívocas do domínio de linguagem do sujeito que tem bandas como Momento 68 e The Charts no currículo. O padrão de qualidade ali é sempre muito alto. Sandro é um dos maiorais da música subterrânea brasileira. Novidade alguma. Há tempos bato nessa tecla. O pacote pardo vem turbinado de outros mimos: dois cartões postais, release e algo, de fato, surpreendente: a primeira edição do zine "Egg", repleto de desenhos da herdeira dele e da Consuelo Gregori Zuñeda. “Meu nome é Eleonora. Tenho 9 anos. Adoro monstros. Desenhar e costurar”, avisa a jovem na contracapa da publicação – acima dos dizeres, um crânio é observado por uma menina de braços cruzados. Que maravilha. E ainda na seara dos pais, filhos e discos, o amigo Olavo Rocha informa da disponibilidade do terceiro álbum d'Os Gianoukas Papoulas, “Olinka Stutz (Nós que nos am...