Mickey Junkies e a construção do independente na Noize

Eu prateado e Keila Alaver de Mulher Maravilha: trilha sonora ao vivo dos Mickey Junkies no desfile da Ad Libitum no Hell's Club, do Columbia, em São Paulo, n'alguma manhã estranha de 1994

Tem foto (não, não é a postada acima) dos Mickey Junkies em meio à bela matéria A construção do independente, publicada na edição 37 da revista Noize. “Se você entende o independente nacional como uma mera transposição do indie rock gringo para a realidade brasileira, está enganado – ao menos em parte. Indie não é estética, não são óculos favoritos cujo modelo muda de acordo com o hype, nem “guitarrinhas” que você ama hoje e detesta amanhã”, informa o trecho inicial do batuque. Para contextualizar a movimentação brasuca, o escrito vai dos primeiros gritos punk à vanguarda do Lira Paulistana, passando pelos outsiders do rock tapuia dos anos 1980 e 1990, selos, zines e a nova era dos festivais. Na página que nos cabe, dividimos holofotes com Luiz Calanca, mestre absoluto e fundador da Baratos Afins; Planet Hemp, banda da qual alguns dos integrantes já eram meus amigos antes mesmo do primeiro show em São Paulo, num domingo esfumaçado; Raimundos, sujeitos que eu conheci pessoalmente no DCE da Unicamp, ainda na tarde do que seria a noite de estreia do primeiro festival Juntatribo, em 1993; e The Gilbertos, projeto solo que Thomas Pappon - de grupos como Fellini, Voluntários da Pátria e Smack - iniciou na última década do século passado na Europa. “Lembranças, lembranças”, já nos diziam as Mercenárias naquela música que eu adoro.

Comentários

Jesse Navarro disse…
Que cena freak! I like it!
rodrigo carneiro disse…
nem te falo sobre essa manhã, ahahah. também gosto muito dessa cena.

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