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Estupenda acolhida

Agradeço muitíssimo à Editora Terreno Estranho e àqueles que estiveram na casa lado, em Guarulhos, pela bela noite de poesia e música ocorrida no último sábado, 25. Estupenda acolhida. Foto: Belma Ikeda

Neste sábado, 25

Neste sábado, 25, das 16h às 22h, a Editora Terreno Estranho ocupa a casa lado (rua Elias Acras, 97, Guarulhos). Na ocasião, terei a oportunidade de declamar alguns dos meus poemas e autografar exemplares de “Barítono”. Os outros dois títulos da editora - “The Sick Bag Song”, de Nick Cave, e “Jrnls80s”, escrito por Lee Ranaldo - também estarão à venda, com preços especiais. E a discotecagem (em vinil) ficará por conta de Marcelo Viegas, editor da Terreno Estranho. Além disso, a equipe editorial vai preparar playlists lindamente estranhos que serão disparados pelo DJ Spotify. A entrada é franca.

neste sábado, 18

"Desencanto

Eu faço versos como quem chora De desalento... de desencanto... Fecha o meu livro, se por agora Não tens motivo nenhum de pranto. Meu verso é sangue. Volúpia ardente... Tristeza esparsa... remorso vão... Dói-me nas veias. Amargo e quente, Cai, gota a gota, do coração. E nestes versos de angústia rouca, Assim dos lábios a vida corre, Deixando um acre sabor na boca. – Eu faço versos como quem morre." (Manuel Bandeira, poema extraído do livro "A Cinza das Horas", 1917)

Um filme

Maioral do teatro brasileiro, Antunes Filho dirigiu um único longa-metragem na vida: “Compasso de espera” (1973), estrelado por Zózimo Bulbul, uma das produções nacionais mais contundentes e pioneiras acerca do racismo. Máximo respeito.

“DIZ-ME, POETA...

Diz-me, poeta, o que fazes? — Eu canto. Porém a morte e todo o desencanto, como os suportas e aceitas? — Eu canto. O inominado e o anônimo, no entanto, como os consegues nomear? — Eu canto. Que direito te faz, em qualquer canto, máscara ou veste, ser veraz? — Eu canto. Como o silêncio dos astros e o espanto dos raios te conhecem?: — Porque eu canto.” (Rainer Maria Rilke, poema extraído do livro “Coisas e Anjos de Rilke”, 2013, cujas traduções e a organização são de Augusto de Campos. Ele, aliás, dedica “Diz-me, poeta...” ao irmão, Haroldo)

"Atlanta: Robbin' Season"

Em agosto de 2018 eu tive a honra de assinar a reportagem principal da temporada Diversidade da revista Bravo. O batuque “Uma relação nada delicada” abordava negritude, preconceito e indústria cultural. Lá pelas tantas, escrevi: “Seja no Brasil seja no exterior, o combate ao racismo tem apresentado um salutar arsenal de novos olhares, de notáveis abordagens criativas. A seara audiovisual é prova disso. Exemplos são séries de TV, como ‘Cara Gente Branca’, de Justin Simien, que enfoca com brilhantismo a tensão racial entre negros e brancos de uma universidade de elite americana, e ‘Atlanta’, de Donald Glover, em que dois primos, um MC e seu empresário, buscam a todo custo um lugar ao sol no cenário hip hop da Georgia”. Volto ao escrito - cuja íntegra está aqui -, pois acabo de assistir à segunda temporada de “Atlanta”, intitulada “Robbin’ Season”. Nada menos que estupenda. Desconcertante também. Disponível na Netflix.