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Com a palavra, Paulo Mendes Campos

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã...

"Um Hamlet contemporâneo não segura a caveirinha não."

"Sigo porque gosto de cantar"

Como faz para manter a sua carreira viva sem um contrato com um selo para lançar um CD e vivendo na era do download gratuito? Ainda se sente relevante para a música? Eu me sinto triste porque nenhuma gravadora quer assinar comigo. Isso diz muito sobre a indústria da música nos dias de hoje. Ela está efetivamente morta agora. Não é que ela esteja morrendo: já morreu! As gravadoras a mataram ao bagunçar as paradas de sucesso e por assinarem contratos com moleques de 15 anos que ficariam emocionados em fazer tudo isso sem um contrato. Sigo porque gosto de cantar e, até o momento, tenho um público que quer minhas músicas. Mas minhas razões para continuar não significam nada para as gravadoras. Morrissey, que se apresenta em Belo Horizonte, Rio e São Paulo, respectivamente nos dias 7, 9 e 11 de março, em entrevista a Lúcio Ribeiro, publicada nesta segunda-feira, 27, na "Ilustrada", da Folha de S.Paulo .

Enquanto isso, em 1973

Bastidores (e Jorge Ben no palco) do festival "Phono 73", realizado no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, entre 11 e 13 de maio de 1973.

"Que a vida joga com você isso nós já sabemos"

Mark Lanegan apresenta "Blues Funeral" em São Paulo

Mark Lanegan, que se apresenta em São Paulo, no Cine Joia, em abril Os senhores sabem, né? O cantor e compositor Mark Lanegan volta ao Brasil, e dessa vez com banda, para uma única apresentação no dia 14 de abril, no Cine Joia, em São Paulo. A Mark Lanegan Band trará no repertório seu mais recente álbum, o ótimo Blues Funeral , lançado em 6 de fevereiro. Além do Brasil, a turnê mundial do artista em 2012 passará ainda pela América do Norte e pela Europa. Ah, tive a sorte de assistir aos outros dois incríveis concertos do cantor por estas plagas. Eis os batuques sobre aqui e aqui . Serviço Mark Lanegan Band@ Cine Joia Sábado, 14 de abril Horário de abertura da casa: 21h Horário previsto do show: 23h00 Valores: R$ 60,00 promocional antecipado - promoção não cumulativa. R$ 70,00 meia-entrada R$ 140,00 inteira PONTOS DE VENDA www.cinejoia.tv/ingressos Cine Joia Praça Carlos Gomes, 82 - Liberdade Site: www.cinejoia.tv Telefone: 3231.3705 Capacidade: 1.200 pessoas Cartões de crédito: Vi...