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Mostrando postagens com o rótulo punk

Reverência

Conheci muito psicopata em meio à movimentação punk oitentista. E figuras espetaculares também. Uma delas é o Paulão. Ignoro seu atual paradeiro. Talvez faça uns 30 anos desde a última vez em que o vi. Espero sinceramente que esteja bem. Pois é alguém que exerceu uma influência extremamente positiva naquele contexto peculiar. Era ele, como se dizia na época, um punk das antigas. Testemunha ocular do início da estética em São Paulo - diga-se, no Brasil. Frequentador dos primeiros sons de fita (festas ao som de fitas cassete) nos bairros periféricos, da estação São Bento do metrô, da loja Punk Rock Discos etc. Mas não se valia disso para menosprezar os novatos da minha geração. Pelo contrário, dividia o que vivera sem ostentação veterana. Morava sozinho num sobrado próximo ao Cemitério da Lapa. Ladeado por uma espantosa coleção de LPs, compactos sete polegadas e fitas VHS. Em seu gigantesco acervo, títulos punk e hardcore destacavam-se. Eram muitos. Porém, havia outros estilos de rock....

Aniversário

Há exatos 35 anos, uma das trilhas sonoras da minha juventude transviada era lançada. Parabéns aos envolvidos.

Proto-rolezinho oitentista

Ainda sobre a questão do rolezinho, lembro que nos anos 1980, eu, o Chininha e a Rebeca HC fomos expulsos do shopping Eldorado, em São Paulo. Nossa ideia era visitar uma amiga dela, vendedora de uma loja de discos. Na época, houve alguma confusão brava no Iguatemi, não lembro exatamente qual. Sei que estávamos os três zanzando pelo Eldorado, no inverno, todos devidamente paramentados. Em dado momento, alguns seguranças nos rodearam. Um deles, muito educado, perguntou a razão das nossas roupas e das inscrições nas jaquetas. Quando dissemos, o funcionário foi categórico: "Então, sumam daqui. Não gostamos de punk rondando as lojas. Vamos acompanhá-los até a saída". Demos uma protestada, a Rebeca citou o velho Bakunin aos berros, mas, molecadinha total, deixamos o estabelecimento.

"Please kill me"

Escovinha ou função, um breve estudo sociológico

'Back in black' (1986), do Whodini; “I’m a ho!” é a quarta faixa do álbum Dia desses, no Facebook, o amigo Neco Gurgel postou uma música do Whodini, a clássica “I’m a ho!”. Nos bailes black de periferia, o refrão da faixa era conhecido e sobretudo cantado como “Desamarrou (e não amarrou)”. Paródias do tipo eram bastante comuns naqueles tempos, final dos anos 1970, começo dos 1980. Na tradução marota da rapaziada, o funk "Oops upside your head", da Gap Band, por exemplo, ficou informalmente eternizada como "Seu cu só sai de ré". Já “DJ innovator”, de Chubb Rock, era “Lagartixa na parede”- inclusive gravada, quase que simultaneamente, por NDee Naldinho, em 1988, como “Melô da lagartixa”. A música do Whodini, lançada em 1986, remete a um fenômeno que tomou as ruas do centro de São Paulo, e periferias vizinhas, antes da cultura hip hop se estabelecer de fato: o escovinha, também chamado de função. Em “Senhor tempo bom”, de 1996, os mestres Thaíde & DJ Hu...

Canções para a virada

Bad Brains em 1978: uma das raras imagens do livro "American hardcore, a tribal history", que acaba de ser reeditado O ano dos senhores foi hardcore? O meu, sob diversos aspectos, foi. Portanto, nada é mais coerente do que encerrar o período dos últimos doze meses ao som da compilação 24 hours of hardcore . Quem responde por ela é o escritor Steven Blush, autor do livro American hardcore, a tribal history (2001), publicação que serviu de base para o documentário American hardcore: the history of american punk rock 1980-1986 (2007). Por conta da segunda edição revisada do livro surgida em novembro de 2010, deixo os senhores com essas 911 canções de amor e paz. Tenham um bom dia e um feliz 2011.