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Mostrando postagens com o rótulo Breviário de decomposição
"Toda filosofia sincera renega os títulos da civilização, cuja função consiste em velar nossos segredos e disfarçá-los com efeitos rebuscados. Assim, a frivolidade é o antídoto mais eficaz contra o mal de ser o que se é: graças a ela iludimos o mundo e dissimulamos a inconveniência de nossas profundidades. Sem seus artifícios, como não envergonhar-se por ter uma alma? Nossas solidões à flor da pele, que inferno para os outros! Mas é sempre para eles, e às vezes para nós mesmos, que inventamos nossas aparências…" (Trecho de "Civilização e frivolidade", presente em "Breviário de decomposição", 1949, E.M. Cioran)

"O pensador de ocasião

'As ideias são os sucedâneos dos desgostos.' Marcel Proust Vivo na espera da Ideia, a pressinto, a cerco, apodero-me dela, e não posso formulá-la, ela me escapa, não me pertence ainda: a terei concebido em minha ausência? E como, de iminente e confusa, torná-la presente e luminosa na agonia inteligível da expressão? Que estado devo esperar para que ela floresça e murche?" (E.M. Cioran, trecho de "Breviário de decomposição", 1949)