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Neste domingo, 29

Nestes sábado, 23, e domingo, 24

Cantando e lendo poemas, participo neste fim de semana das apresentações especiais da Gang 90, que homenageiam o fundador da trupe, o saudoso Julio Barroso. Aliás, o livro “A wave is a wave”, com ilustrações e textos inéditos do DJ, poeta e jornalista, ganha as ruas pela editora Demônio Negro. Felicidade em demasia.

"Julio Barroso: marginal conservador"

Depois do recém-exibido "Napalm: o som da cidade industrial", eis mais um acerto audiovisual do amigo Ricardo Alexandre: a direção do documentário "Julio Barroso: marginal conservador", que estreia na segunda-feira, 18, às 19h30, no canal por assinatura BIS.

"Um lance urbano, ela é amoral"

Sonhei que eu era Jack Kerouac

Jack Kerouac (Alice Pink Pank e Julio Barroso) Ontem à noite eu sonhei que eu era Jack Kerouac Eu subi no terraço, Rua Houston, e vi as duas torres gêmeas brilhando O cabelo louro da menina, as tranças negras do crioulo A sua guitarra, a sua angústia calma Eu desci, peguei a minha lata de spray e saí pela rua Pintei dois olhos verdes nas paredes Falei: Nina, snooke! Ontem à noite eu sonhei que conversava com Jack Kerouac Ele chegava e me dizia: Hey man, eu renasci black, agora eu sou um tocador de piston E seu sopro de som era tão alto que despertou o mundo inteiro Eu acordei e saí mandando brasa nas estradas do mundo. Hey Jack, bar! Letra da última faixa de Essa tal de Gang 90 & As Absurdettes (1983), primeiro álbum da Gang 90. Gosto muito desse disco, e do sonho.