(Jorge Luis Borges) Em um dia do homem estão os dias do tempo, desde o inconcebível dia inicial do tempo, em que um terrível Deus prefixou os dias e agonias, até aquele outro em que o ubíquo rio do tempo terrenal torne a sua fonte, que é o Eterno, e se apague no presente, no futuro, no passado o que agora é meu. Entre a aurora e a noite está a história universal. Do fundo da noite vejo a meus pés os caminhos do hebreu, Cartago aniquilada, Inferno e Glória. Dá-me, Senhor, coragem e alegria para escalar o cume deste dia. Cambridge, 1968. Poema extraído do livro Elogio da Sombra , editado originalmente em 1969.
Samplers literários, produções próprias, citações de terceiros e quartos, autopromoção desavergonhada, convites irrecusáveis, beijos roubados, blablablás, terrorismo esporte fino e outros delírios num blog de Rodrigo Carneiro, seu criado