Em Paris, de Christophe Honoré, 2006 Temendo que o filme Em Paris saia do cartaz no próximo final de semana, encarei ontem o dilúvio e a cidade de São Paulo naufragando. Fui à sessão das 21h20 no HSBC Belas Artes. Não fosse a projeção ruim da sala Carmen Miranda – com desfoques imperdoáveis -, a balada teria sido perfeita. Dirigido por Christophe Honoré, o longa-metragem acompanha a vida de dois irmãos ao longo de um dia. Paul, vivido pelo ator Romain Duris, sofre por ter sido abandonado pela mulher – a quem ele infernizava com dilemas masculinos e quando a moça se enche de verdade, nego não segura a onda. Deprimido, ele muda-se para a casa do pai, onde também reside o irmão mais novo, Jonathan, interpretado por Louis Garrel, um sedutor contumaz, que mascara as dores da existência. Belos planos, diálogos envolventes, ironia, moças charmosas. Está tudo lá. O filme ainda presta tributo aos artífices da nouvelle vague local. É bacana ficar sacando as diversas referências. Pra não estrag...
Samplers literários, produções próprias, citações de terceiros e quartos, autopromoção desavergonhada, convites irrecusáveis, beijos roubados, blablablás, terrorismo esporte fino e outros delírios num blog de Rodrigo Carneiro, seu criado