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Mostrando postagens com o rótulo Ademir Assunção

"Faróis no Caos"

"Nunca estive interessado em fazer jornalismo de celebridades. Sempre que acordo pela manhâ, lembro que dentro da caixa craniana tenho um órgão chamado cérebro. E que ele serve (além de outras coisas sensações agradáveis, outras nem tanto), para pensar. Por isso fiz o livro 'Faróis no Caos'." (Ademir Assunção)

Lendo

DECLARAÇÃO DE BENS talvez cinco ou seis destes poemas prosperem na eternidade  talvez mais, talvez nenhum  já o esquecimento será eterno  exceto o instante, este istmo, este agora  que se grafa na pele, na palma, na pálpebra  e se esgarça no mar do espanto  A Voz do Ventríloquo (Edith), novo livro do poeta Ademir Assunção, começa assim, senhoras e senhores.

Hoje

tem o show Rebelião na Zona Fantasma, que conta com Ademir Assunção (voz / poemas), Marcelo Watanabe (guitarra e violão), Caio Góes (baixo) e Caio Dohogne (bateria), às 22h, na Coletivo Galeria (Rua dos Pinheiros, 493, Pinheiros, SP), com ingressos a R$ 8. ".../E então?/Você já ficou mudo de medo?/Você já chorou em segredo?/No canto da cela de uma prisão?/E então?/Você já ouviu Itamar Assumpção?/Já teve coragem de dizer não?/..."

Eu, os amigos, o amor, a TV e o Dia dos Namorados

Olha o coração aí, gente. Vamos por partes Mário Bortolotto, Marcelo Rubens Paiva, Fausto Fawcett, eu mesmo, entre outros, refletimos profundamente sobre as relações humanas na edição especial do Dia dos Namorados do MTV na Pista . Brincadeirinha. Há algumas semanas, estávamos todos no show do Fawcett, e seu novo projeto, o The Trípecs, no Clube Berlin, e fomos entrevistados ao estilo “povo fala”, como se diz no jargão televisivo. Nossas declarações imperdíveis estão ao longo dos dois primeiros blocos do programa. Eu falo no primeiro. Assista aqui . Pierre Masato, Fabio Brum, Marcelo Montenegro, Fernanda D’Umbra, Ademir Assunção, Baby La Barba, Ester Laccava também tratarão do assunto na Coletivo Galeria, em São Paulo, logo mais às 20h. Do além, Chet Baker, meu amigão, sussurra bonito aquela canção de amor.

Chapação noturna

Ademir Assunção explica do que se trata a chapação da musa: " Tudo começou com um email do Antonio Vicente Pietroforte. Ele dizia algo assim: você tem poemas que fazem referências a drogas. Eu também tenho. Vamos fazer um livro juntos com essa temática? Na hora, fui meio reticente. Respondi: sim, alguns poemas meus fazem referências a drogas. Mas não são exatamente poemas "temáticos". Não sei, pode ficar algo meio folclórico. Antonio Vicente insistiu e disse que tinha um título: A Musa Chapada. O título me convenceu na hora. A idéia original era reunir poemas já publicados em nossos livros. No meio do caminho, resolvi mudar tudo e inseri só poemas inéditos (com exceção de um, Noturno com Marijuana, que foi publicado numa antologia de poetas paranaenses, chamada Passagens, organizada por Ademir Demarchi). Também sugeri ao Antonio Vicente que incluíssemos desenhos do Carlos Carah. O traço do Carah, ora abertamente influenciado pela linguagem dos quadrinhos, ora com um tom ...

Aquele que sangra

Sou fã do Ademir Assunção e ontem pude vê-lo em ação. O poeta paulista apresentou o espetáculo lírico & musical Rebelião na Zona Fantasma , na Biblioteca Alceu Amoroso Lima. Entre segunda e quarta-feira ele ministrou por lá o curso Poesia na Idade Mídia (quisera eu ter feito) e, para arrematar, acompanhou-se de Renato Oliveira (guitarra), Ricardo Garcia (percussão), Reinaldo Chulapa (baixo) e Madan (violão e vocais) num spoken word febril no auditório. No repertório, muito do disco Rebelião na Zona Fantasma (2005) e um dos poemas proferidos é daqueles que batem sem dó, O Coisa Ruim – do livro Zona Branca (Altana), de 2001, presente do amigaço Jotabê Medeiros . O Coisa Ruim me querem manso cordeiro imaculado sangrado no festim dos canibais me querem escravo ordeiro serviçal salário apertado no bolso cego mudo e boçal me querem rato acuado rabo entre as pernas medroso um verme, pegajoso mas eu sou osso duro de roer caroço faca no pescoço maremoto tufão furacão mas eu sou cão ladro ...